domingo, 17 de fevereiro de 2013

Vulnerável

Vale à pena ser tão forte?
Indestrutível como pedra
Imutável como a morte?
Vale à pena ser tão duro?
O pensamento tão estático,
Inescrutável e seguro?
Quem falou da vulnerabilidade,
Disse que era ruim,
E criou outra verdade?
Quem disse pra não ser frágil,
Aberto como uma ferida
E com isso tudo, sábio?
Quanto custa sua dureza?
Não é mais nobre ser humano?
Quem fabrica a sua beleza?
Mostre o rosto atrás do pano.

---x---

Nesta madrugada, penso na vulnerabilidade. Me despindo do mal sentido da palavra, penso na capacidade de alguém de se moldar a novas ideias. De construir novas esperanças. De renovar suas expectativas. De ouvir a todos. De amar a vida
Quanto mais se aprende, mais deve-se estar pronto a buscar outros ensinamentos. A construção de convicções diárias deve reconhecer que está sujeita à sua derrubada. A mente imutável tende à solidão, ao isolamento, ao choro da madrugada. É consolada pela sua própria verdade, sua própria esperança. Somente sua, e somente uma esperança. Pois nada se sabe dessa vida. Certeza se tem, quando se vai.

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