sábado, 2 de fevereiro de 2013

Aprendendo

Aprendendo. Não se escreve sem vontade. Não se escreve por hábito. Não se escreve porque algo novo aconteceu. Todos os dias acontece algo novo, sem exceção. Não se escreve com interrupções. Pausas, idas e vindas, intervalos para um café. Se escreve olhando para o teto, para a cama, para o céu. Às vezes, para lugar algum, mas nunca pra onde não se tem motivo. O teto deve dizer algo, a cama deve dizer algo, o céu, também. Lugar algum, esse precisa falar.
O coração salta inconstante por um momento e você capta a mensagem, esse momento não pode ser perdido. O silêncio no meio dos falantes lhe grita a verdade, esse momento não pode ser perdido.
No instante em que escrevo, não posso perder o que se passa. Meu melhor amigo me poupará da sua presença diária que me acompanhara por 1 ano e meio, tempo em que nos conhecemos na faculdade. É uma amizade simples, baseada em coisas simples, palavras simples. Outro dia posso lhes falar. Mas por fim ele assumiu a certeza de que não era tão apaixonado pela Biomedicina assim, e irá atrás do que sempre lhe cutucou o coração. Devia ser um incômodo na garganta assim como o meu, que a gente leva à toa, mas permanece lá. É como um muro imenso em um corredor sem fim. Você permanece adiante, firme, a frente. Uma hora você olha para o lado e ele está lá, intacto. Uma hora você o quebra, você o escala, você se descobre. Uma hora a gente se entende. A gente assume o engasgo. 

Esse deve ser um ano de assumidas, então.


Nenhum comentário:

Postar um comentário