domingo, 10 de março de 2013

Autoconfiança compensatória

Quando se diz o que não quer
Pra maquiar um desespero
Maus sentimentos
Grandes vazios
Que o consomem por inteiro
Se faz do mundo o maior show
Por proteção do que se tem
Do que se vê que mora em si
Mas que pra eles não convém
Mais confiança pra distar
Os outros daquilo que se é
Diversos risos lá e cá
Forçando vivo o que não é

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Consoled

Tears, tears
Can't you solve my problem?
Set my heart free
Make me feel less broken?

Tears, tears
Thanks for being friends
Thanks for sharing love
And then my life begins

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Vulnerável

Vale à pena ser tão forte?
Indestrutível como pedra
Imutável como a morte?
Vale à pena ser tão duro?
O pensamento tão estático,
Inescrutável e seguro?
Quem falou da vulnerabilidade,
Disse que era ruim,
E criou outra verdade?
Quem disse pra não ser frágil,
Aberto como uma ferida
E com isso tudo, sábio?
Quanto custa sua dureza?
Não é mais nobre ser humano?
Quem fabrica a sua beleza?
Mostre o rosto atrás do pano.

---x---

Nesta madrugada, penso na vulnerabilidade. Me despindo do mal sentido da palavra, penso na capacidade de alguém de se moldar a novas ideias. De construir novas esperanças. De renovar suas expectativas. De ouvir a todos. De amar a vida
Quanto mais se aprende, mais deve-se estar pronto a buscar outros ensinamentos. A construção de convicções diárias deve reconhecer que está sujeita à sua derrubada. A mente imutável tende à solidão, ao isolamento, ao choro da madrugada. É consolada pela sua própria verdade, sua própria esperança. Somente sua, e somente uma esperança. Pois nada se sabe dessa vida. Certeza se tem, quando se vai.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Aprendendo

Aprendendo. Não se escreve sem vontade. Não se escreve por hábito. Não se escreve porque algo novo aconteceu. Todos os dias acontece algo novo, sem exceção. Não se escreve com interrupções. Pausas, idas e vindas, intervalos para um café. Se escreve olhando para o teto, para a cama, para o céu. Às vezes, para lugar algum, mas nunca pra onde não se tem motivo. O teto deve dizer algo, a cama deve dizer algo, o céu, também. Lugar algum, esse precisa falar.
O coração salta inconstante por um momento e você capta a mensagem, esse momento não pode ser perdido. O silêncio no meio dos falantes lhe grita a verdade, esse momento não pode ser perdido.
No instante em que escrevo, não posso perder o que se passa. Meu melhor amigo me poupará da sua presença diária que me acompanhara por 1 ano e meio, tempo em que nos conhecemos na faculdade. É uma amizade simples, baseada em coisas simples, palavras simples. Outro dia posso lhes falar. Mas por fim ele assumiu a certeza de que não era tão apaixonado pela Biomedicina assim, e irá atrás do que sempre lhe cutucou o coração. Devia ser um incômodo na garganta assim como o meu, que a gente leva à toa, mas permanece lá. É como um muro imenso em um corredor sem fim. Você permanece adiante, firme, a frente. Uma hora você olha para o lado e ele está lá, intacto. Uma hora você o quebra, você o escala, você se descobre. Uma hora a gente se entende. A gente assume o engasgo. 

Esse deve ser um ano de assumidas, então.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Típico tópico

Brasileira, nordestina, nascida em Mossoró. Lampião, Maria Bonita, Padre Cícero, Chuva de bala. Dezoito anos, até que os próximos 28 dias me permitam gozar dos mesmos - embora muitas vezes me ache velha demais para essa idade, e outras, julgue que o tempo passou tão rápido. Devo merecer os dezoito, então. Cristã. Arduamente e amavelmente cristã. Ambos os adjetivos cabendo em uma mesma sentença. Não religiosa. Você há de entender que Cristo e religião não tem tão a ver assim. Estudante de Biomedicina, amante da profissão. Amor este, dividido com a Neurociência. Iniciante nessa última. Dessa forma, questionadora. Qualidade  que talvez me traga aqui. Quem sabe, colocando pensamentos em pauta, minhas dúvidas sejam sanadas pelas minhas próprias palavras. Na esperança de encontrar a ponderação dos meus anseios, a estabilização dos meus desejos. Não sinto que escrevo, apenas expresso. Sou amadora. Não espero crescer, apenas me encontrar. Então, que seja. Amo o inglês. Soa melódico pra mim. Mas tentarei variar.

Este foi o meu típico tópico. 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

You don't know, neither do I.


Just one more normal day... but a thoughtful night. Don't ask me what, don't ask me why. You don't know, neither do I.


I've been fighting inside myself
There's something trying to show off
I have all my truths and beliefs
I have all my values and rights

I don’t know until where I can go
I can't see what I can see
Just feel something at my throat
And this is bothering me

My tears somehow want to fall

It seems like they want to run away
I still don't know where to
Do I have to ask them?

"Do not be anxious about anything, but in every situation, by prayer and petition, with thanksgiving, present your requests to God.And the peace of God, which transcends all understanding, will guard your hearts and your minds in Christ Jesus." Philipians 4:6-7